29 abril 2009

Lei do eterno retorno.


"Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste,

terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes:

e não haverá nela nada de novo,

cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro

e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar,

e tudo na mesma ordem e seqüência

e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores,

e do mesmo modo este instante e eu próprio.

A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez

- e tu com ela, poeirinha da poeira!".
Nietszche

21 abril 2009

"Eu queria levar você, ao deserto sem nome
Por favor não se apague esta noite
Você tem que provar o meu sangue




Seja o touro e a rosa

Seja o pão e a fome

Seja o touro e a rosa

Seja o pão e a fome



Eu queria levar você para alem dos caminhos
E andar com voce pela noite
Me deitar com você no meu sangue."

16 abril 2009


Aqui jaz...





















As palavra são vivas.
nascem crescem
reproduzem-se
e morrem.

As últimas fecundas foram abortadas

(

)

O amor foi assasinado em pueril idade
a solidão velou seu corpo por toda a noite.
acompanhou o cortejo,
de braços dados com a mágoa,
a saudade.
As lágrimas da lembrança sensibilizou a todos
menos ao orgulho.
A angústia e o desespero conduziram o defunto
a sua sepultura.
O recinto foi vedado com fel.
A esperança suicidou-se aflita
a desilusão a enterrou em solo infértil.
A insegurança constatava os seus temores
o conflito apontava impreciso
os ùltimos a estarem junto ao falecido:
a indiferença
o sarcasmo
e a covardia.
O receio calou-se atemorizado
e o discurso final
ficou por conta da apatia...
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06 abril 2009

QUERER BRUTO



porque do mundo só quero musica

essa aceleração no peito

°

°

°

e vapor barato.


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28 março 2009

E tudo vai indo no seu vai e vem...

vem e vão as cores os amores os dia de tédio e torpor.


vão e vem, meu amigo, as flores noturnas as burcas, as vidas afins

e vem e vão no seu balanço sem descanço de tudo que cabe a mim


e brilham e falam

sossegam gigantes

irradiantes das luzes brilhantes

de um querubim

e vão e correm sacodem, soletram

revivem reintegram,

vão e vem

no rastro latim


e assim me nego me pego

me faço verso, musicas graves agudas , solturas e dentes marfins



e aí é música é dança é sol é fá

é um sei lá

é transe carmim.

22 março 2009

Pelo reinado...




















"e se eu lembrar de você nas cousas mais simples?"

no grave dos sons sutis das noites de vento,
. . . . .no calor suave das colchas e dos travesseiros disformes
. . . . . . .no reconhecer surpreso da manhã chegada.



"e se eu lembrar de você nas cousas mais simples?"


no verde das uvas macias frutoses
. . . . . .no destilar das bebidas enebriantes luar
. . . . . . . .no bailar das pernas bambes.

e se lembrar de voce nos dias delicados de francos olhares sustos,
nas estratégias de xeque-mates,
no cansaço e latejar dos músculos exaustos?




e se eu lembrar de voce no dó,

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . no ré?



e se eu lembrar...
e se eu lembrar e te pôr em poesia, palavras de sorte, sofejos das caminhadas a só?




e se lembrar de você nas coisas mais simples...


te assustaria?