29 Novembro 2009









Na beira do mundo
Portão de ferro, aldeia morta, multidão
Meu povo, meu povo
Não quis saber do que é novo, nunca mais
Eh! Minha cidade
Aldeia morta, anel de ouro, meu amor
Na beira da vida
A gente torna a se encontrar só

Casa iluminada
Portão de ferro, cadeado, coração
E eu reconquistado
Vou passeando, passeando e morrer
Perto de seus olhos
Anel de ouro, aniversário, meu amor
Em minha cidade
A gente aprende a viver só

Ah, um dia, qualquer dia de calor
É sempre mais um dia de lembrar
A cordilheira de sonhos que a noite apagou

Eh! Minha cidade
Portão de ouro, aldeia morta, solidão
Meu povo, meu povo
Aldeia morta, cadeado, coração
E eu reconquistado
Vou caminhando, caminhando e morrer
Perto de seus olhos
A gente aprende a morrer só
Meu povo, meu povo
Pela cidade a viver só

(Milton Nascimento e Márcio Borges)

28 Novembro 2009

viver emagrece...
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20 Julho 2009

te assustas jardineiro porque pensas que como rosa feneço

e te deixo na ausência do cheiro

se escalasses a montanha de teu medo

e de terra me der adereço com águas e olhos de senso

o sol em si faz sua parte

e de brilho e perfume

é meu sangue

em teu jardim

de tons e formas precisas.



é terra o chão da minha casa

assenta teu fogo na lenha do meu broto

e sente teus pés flutuantes no húmus que cores e formas dão as rosas



e rosa, jardineiro,

é cada sorriso

do meu nome:

Raizderoseira.

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19 Junho 2009

entre todos os reis e coroas
és curinga
entre todos as jogatinas
és sina
entre todos os naipes e cores
domina
pois "vc e eu"
combina.
*




é pura rima.





















08 Junho 2009


A Lua cheia
redonda rola..

pr'uns bola
pr'uns nua.

07 Junho 2009

a ela

um jardim inteiro...


... a ele

todo meu sangue.

05 Junho 2009

Vai, cavaleiro...
pega teu cavalo negro e desponta na terra do além-mim!


Vai e leva tua espada de brilho frio-névoa
leva teu manto galante, tuas botas lustradíssimas


Vai e galopa toda tua ira em m(eus) cercados!


não é de hoje que aprendi:
tu derrubas tua casa só pra fazer poeira na minha.







(já é cansada a hora de deixar partir
nem todo o tempo vivido
nem toda noite nem dia
clareou
meus olhos
pra ti)






quem és tu cavaleiro,

como te chamas?

é verdade o que dizem, foste rei sobre mim?

dividimos comida, casa, prato, dormida

prometeste amor sem fim?


É a memoria cavaleiro

que me trata-remédio

pra curar todo fel

de poder ser

a-penas

a

dama.




(no mínimo xeque,

sou

XADREZ)
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+
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